Quando a confiança vira dívida!!!
O risco de “emprestar o nome” sem se proteger.
Você já confiou tanto em alguém que achou desnecessário deixar algo por escrito?
Muita gente, querendo ajudar um parente ou um amigo em dificuldade, acaba “emprestando o nome” para fazer um empréstimo, uma compra no cartão ou assumir uma dívida em benefício do outro.
O problema é que a decepção, muitas vezes, nasce da confiança.
E justamente por confiarmos demais, acreditamos que formalizar o combinado é falta de consideração. Não registramos o valor, os prazos, as condições de pagamento, nem o que acontece se a outra parte não cumprir o que prometeu. Afinal, “era só para ajudar”.
Mas é aí que mora o risco.
Quando a dívida não é paga, quem sofre as consequências é você. Seu nome vai para o SPC ou Serasa, seu crédito é bloqueado, seu emocional fica abalado. E o pior: sem nenhum documento assinado, tudo vira sua palavra contra a da outra pessoa. Aquela boa intenção se transforma em prejuízo, financeiro e emocional.
Proteger-se não é desconfiança, é responsabilidade.
Formalizar por escrito, com assinatura, valor definido, prazos, cláusula de multa por atraso e, se possível, testemunhas, não é frieza, é maturidade. É ajudar o outro sem abrir mão da sua paz e da sua segurança.
Se você está passando por uma situação parecida, respire. Ainda é possível buscar caminhos para regularizar e se proteger.
Sobre a autora:
Polyana Claudino, advogada – OAB/MG 219.198.
Pós-graduanda em Direito de Família e pós-graduada em Direito do Consumidor.
Para acompanhar mais conteúdos, siga no Instagram: @claudino.advocaciabh.

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