Pix: como vai funcionar a devolução do dinheiro em caso de golpe em 2025
Nos últimos anos, o Pix se tornou o meio de pagamento mais usado no Brasil. Ao mesmo tempo, cresceu também o número de golpes e fraudes digitais. Pensando em proteger o consumidor, o Banco Central anunciou mudanças no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que prometem trazer mais agilidade e eficácia para recuperar valores transferidos indevidamente.
O que é o MED
O MED é o recurso que permite ao consumidor contestar uma transação feita em situação de fraude ou golpe, com possibilidade de devolução do dinheiro. Até então, sua atuação era limitada: só havia chance de recuperar valores se ainda estivessem na primeira conta usada pelo criminoso — o que, na prática, era raro, pois os golpistas transferem rapidamente para outras contas.
O que muda daqui para frente
- Rastreamento em cadeia: será possível acompanhar o caminho do dinheiro em várias transferências, aumentando a chance de bloqueio.
- Devolução mais rápida: a restituição poderá ocorrer em até 11 dias após a contestação.
- Autoatendimento no aplicativo: a partir de outubro de 2025, os próprios apps dos bancos terão uma opção direta para contestação, sem depender de ligação ou atendente.
- Obrigatoriedade futura: a partir de fevereiro de 2026, todas as instituições participantes do Pix deverão adotar o novo modelo.
Por que isso é importante
Na prática, o consumidor terá mais chances de recuperar valores em caso de golpe. Porém, o fator tempo continua sendo decisivo: quanto antes a contestação for feita, maiores as chances de bloquear parte ou todo o dinheiro.
A grande novidade é a possibilidade de contestar diretamente pelo aplicativo, tornando o processo mais ágil. Mas isso não significa que tudo será simples: os prazos são curtos, as regras técnicas podem confundir o usuário e, em muitos casos, ainda será necessário recorrer a outras medidas para garantir a reparação completa.
O que esperar daqui para frente
Com as mudanças, o Pix se torna mais seguro, mas não infalível. O Banco Central reforça que o MED é um mecanismo adicional de proteção — e não uma garantia absoluta.
Por isso, o consumidor que for vítima de fraude deve agir imediatamente, utilizar o canal de contestação no aplicativo e buscar orientação segura para não perder os prazos. A rapidez e a forma correta de acionar o sistema podem fazer toda a diferença entre recuperar ou não os valores.
📌 Sobre a autora
Este artigo foi escrito por Polyana Claudino, advogada atuante em Direito do Consumidor e na era digital, à frente do perfil
@claudino.advocaciabh.
Com experiência consolidada em defesa de consumidores contra práticas abusivas, compartilha conteúdos para orientar e proteger seus clientes no dia a dia.

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